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2 Desafios

Pois é, a minha prima Sónia lançou estes desafios no blog e eu senti-me aliciada a concretizá-los também ;)! Aqui vai:

1º Desafio: "cada pessoa escreve sete factos casuais sobre a sua vida, depois passa o desafio a outras sete pessoas, deixando um comentário no seu blog"
1- O meu ingresso na profissão que exerço hoje. Nunca vou esquecer o que custou conquistar o lugar em que me encontro - o esforço ao longo de alguns meses de treino - e a alegria que senti quando concretizei o meu objectivo - passar a pronto nos Bombeiros Sapadores de Lisboa - ouvir o Hino Maria da Fonte e o Hino Nacional, foi simplesmente um momento único e inesquecível.
2- O nascimento do meu sobrinho Tiago e a alegria que este "pirralhinho" dá à minha vida desde então. O sentimento de tia é único realmente ;).
3- Cada record pessoal que conquistei nas pistas, quando era atleta de meio-fundo curto em Júnior e Sénior nas provas de 800m; 1500m e 3000m. Não eram records nacionais mas eram os meus records pessoais e senti cada um que fazia com muita alegria. Pois cada um foi uma conquista para mim.
4- As viagens que tive oportunidade de fazer devido à prática de Atletismo pela Europa fora, sendo alguns dos destinos: Ferrara(Itália), Paris, Barcelona (nos Jogos Mundiais de Policias e Bombeiros), Valença (Espanha - Campeonato feminino Valença-Sporting), a Ilha da Madeira (lindíssima) e os Açores (Faial, Pico e S. Miguel - adorei). E mais recentemente Santiago de Compostela. Posso realmente considerar-me uma sortuda :). Nem toda a gente teve esta possibilidade.
5- O momento em que o meu pai se viu livre de uma batalha da qual saíu vencedor recentemente(tumor). O sangue dos nossos corre mesmo nas veias, possa. Foi um alívio muito grande. A vida é mesmo preciosa!
6- Quando fiz parte da Banda dos "Bardoada" - a Banda do Sarrafo - um grupo de percursão. Eu tocava bombo eheheh. Foi muito engraçada a experiência e tive pena de deixar aquele grupo, por ser longe. Deixei lá alguns amigos do coração dos quais sinto tanta saudade :)
7- O regresso à prática do Atletismo ao longo deste ano que passou, e que de alguma forma tenho vindo a partilhar convosco.


2º Desafio - "Pegar no livro mais próximo - abri-lo na pág. 161 - procurar a 5ª frase completa - colocar a frase no blog"
Ora o livro que me está mais próximo é "As Brumas de Avalon - A senhora da Magia" de Marion Zimmer Bradley, que é o que estou a ler neste momento. E não fiz batota ;) Calha bem, porque o livro é rechonchudo eheheh. Na pág. 161 a 5ª frase vai sair mesmo fora do contexto, mas acho que o espírito é mesmo esse não é? ;)
A frase é: "Um padre, vestido de negro, imóvel murmurava orações a meia voz."
Tem tudo a ver não é? ahah
Tenho que dizer que esta foi uma experiência muito engraçada ;) Fica aqui o desafio a quem quizer fazer esta brincadeira.

Comentários

Anónimo disse…
Desafios:
Quando vi o desafio disse para os meus botões: Aqui está uma ideia extraordinária, fantástica.Pensei: Vou alinhar nesta coisa. Passados breves instantes, pouco a pouco começaram-me a surgir, das profundezas do meu ser, pensamentos negativos que tolhem mentalmente, que não deixam fazer nada, nem ir a lado nenhum: Gostava, mas não devo. Falta-me engenho e arte. Além disso não existem na minha vida acontecimentos dignos de menção.Já viste bem a figura triste que ias fazer!? Calinada atrás de calinada na gramática! Não vês que não tens jeitinho nenhum para estas coisas!? Não sejas ridículo!? Queres ser o bombo da festa!? Precisas de mais razões para tirares essa ideia maluca da cabecinha!? Pois seja! Diz-me um só acontecimento da tua vida que possas e devas mencionar! Do alto dos teus cabelinhos brancos vislumbras algum!? Talvez... Por exemplo nascimento e a morte do Dog. Lembras-te? Fomos dar com a Laica sob um monte de lenha com a ninhada acabada de nascer. Eram quatro ao todo. Mamava cada um em sua teta de olhos fechados tal como vieram ao mundo. Aquele, disseste tu, vai chamar-se Dog e vai ser meu. Foi amor à primeira vista. Aos dois meses já fazia grandes caminhadas pelo campo; aos seis corria atrás das ovelhas; com um ano apanhou o seu primeiro coelho bravo. Parece que o estou a ver. Andava-lhe no rasto, a farejar com o focinho rente ao chão. De repente parou. Agachou-se junto de uma esteva. Antes do pobre láparo poder fugir foi abocanhado pelas mandíbulas do Dog. Ainda hoje, passados estes anos, aparece-me em sonho a correr pelos montes e vales, brincalhão, com o rabo a dar a dar de contente. Teve uma vida boa de cão. Nunca lhe faltaram restos de comida e o caldo que a dona fazia todos os dias. Ração!? Qual ração! Isso era lá para os parentes da cidade.A sua morte foi muito dolorosa para mim. Com quatro anos adoeceu. Deixou de comer, ficou magro e cego. Arrastava-se pelas ruas. Dava pena vê-lo assim. Um dia o meu cunhado resolveu pôr fim ao seu sofrimento. Até aí, tudo bem, o pior foram os métodos utilizados. Apertou-lhe uma corda ao pescoço, pendurou-o num castanheiro e esperou que sucumbisse. Depois abrimos uma cova debaixo do castanheiro e enterrámo-lo.
E aquele episódio do lobo que levava uma ovelha e eu não deixei! Andava na Portela a apascentar o rebanho. Estava lusco-fusco. O rebanho sentiu o cheiro do lobo e transmitiu-me os sinais. Meti o rebanho a caminho a toque de caixa. Ao chegar perto da aldeia, o rebanho espantou-se e dispersou-se. Num ápice, um lobo, grande como um burro, agarra uma ovelha. Segurou-a pelo pescoço e preparava-se para desaparecer com ela. Corro atrás dele a gritar: agarra que é lobo, agarra que é lobo. Eu nessa altura corria bem. Hoje nem por isso. O lobo desistiu da ceia sem causar nenhum ferimento ao ovino. Daquela vez saímos incólumes, mas acagaçadinhos.
E a cena que se passou comigo e com a Júlia! Andávamos em Cancelinhas com o gado. Isto de ser pastor também tinha as suas vantagens. Eu estava perdidamente apaixonado por ela. Idolatrava-a. Tínhamos sido colegas na primária. Estávamos em pleno mês de Agosto. O sol escaldante estava prestes a atingir o zénite. Os rebanhos, apesar de tosqiados, ofegavam com o calar abrasador que se fazia sentir. E alí estávamos nós deitadinhos na relva a arder por dentro e por fora, beijinhos e mais beijinhos, carícias e mais carícias, excitadíssimos. Ela estava pior do que eu. Pedia-me encarecidamente mental e visualmente que a possuísse, que lhe apagasse aquele fogo que a consumia, que lhe matassde aquela sede insuportável. Eu, tímido até ás vísceras, lá ia passando delicadamente as pontas dos dedos da mão direita naquele vulcão, em cujo interior, a lava fervilhava ameaçando explodir. Estivemos alí naquele propósito um bom bocado sem evoluir, sem nada acontecer, até que... Pára, dispenso o epílogo.
E o que dizer daquela luta que travei durante anos a fio entre mim e mim!? Podes ser mais explícito!? Os compêndios de psicologia, de psiquiatria, de psicanálise estão cheios de exemplos semelhantes. Não percebo nada dissi, só sei que as consequências foram avassaladoras. A coisa até parecia simples: Não gostava nada de uma característica hereditária visível, um apêndice que todos têm, uns mais desenvolvidos do que outros. Não, não é nada disso que estás a pensar. O apêndice de que te falo fica na parte superior do corpo. Fui o meu próprio psicólogo. Foram tempos muito difíceis, indescritíveis e indeléveis. As feridas sararam, mas as mazelas ficaram.
Na minha vida aconteceram algumas coisas extraordinárias. Duas ocorrem-me neste momento: Uma foi o nascimento do meu único filho, o seu crescimento, a sua educação, a sua formação. As alegrias, as noites mal dormidas, os aborrecimentos e as preocupações. Vê-lo mamar, gatinhar, palrar, andar, falar, correr, ir á escola,brincar, estudar, jogar à bola, passear, crescer, namorar, estudar, e, finalmente, deixar o ninho para construir o seu próprio ninho.
Outra coisa extraordinária que me aconteceu foi o nascimento da Madalena. Quem é a Madalena? É a garota mais linda de todas. O superlativo aplica-se a todos os avós. Só tem um ano e dois meses e já me deu muitas alegrias. Vamos ser grandes amigos como somos eu e o pai. Já se vê, a Madalena é a minha netinha querida. Sou um avô"babado" e muito feliz.
Finalmente, outro acontecimento que me tocou profundamente. A morte de minha mãe. Já lá vão dezanove anos, mas lembro-me como se fosse hoje. Estava internada no Hospital de Santa Maria. Eu e o Vitorino, meu irmão, íamos visitá-la. Estavamos em Setembro do ano de 1988, dia 17. Fui o primeiro a entrar na sala. Olhei em frente na direcção da sua cama e vi que no seu lugar estava outra doente. Estranhei. Mil pensamentos passaram-me pelo cérebro vertiginosamente. Perguntei por ela à doente que estava ao seu lado esquerdo, mas não me quis dizer nada. Pergunte às enfermeiras que elas sabem, disse ela. Imediatamente dirigimo-nos ao gabinete das enfermeiras que ficava em frente à porta da sala. Perguntei então para onde tinha ido a doente da cama 25 A. A D. Ana!? perguntou uma delas. Sim, respondi. Faleceu esta manhã, disse outra. O quêêê!!!? Faleceu, repetiu ela. Eu não entendia o que ela dizia Mas esta criatura insistiu: Faleceu... Faleceu... Uma luz angustiante mergulhou-me na compreensão do significado daquela palavra lúgubre. Senti uma sensasão de desfalecimento. A minha estupefacção deve ter sido por demais evidente aos olhos daquelas testemunhas da morte habituadas a este tipo de emoções fortes, e que tão friamente nos davam a notícia da morte da nossa mãe querida. Todos os líquidos do meu corpo devem ter solidificado, pois não verti uma lágrima. Mas sofri. O choque foi muito grande. Aterrado, cravei os olhos no Vitorino e li na sua expressão profundamente abalada que a sua dor não era inferior à minha.
2º Desafio
Nem mais nem ontem. O livro que está mais perto de mim é o "Mistério da Estrada de Sintra" de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Ora bolas! Este livro só tem 159 páginas. HÁ que pegar noutro, de preferência bem grosso para não ter de escolher de novo. Cá está, "Equador" de Miguel Sousa Tavares. Abro-o na página 161. A frase é a seguinte: "Havia dezenas de roças em S. Tomé e nem todos os administradores eram convidávéis - nem sequer havia nisso grande interesse".
Já agora,se ainda não o leram, leiam-no porque vale a pena. Eu gostei.
A frase parece-me que se aplica à minha pessoa, no que respeita ao convita para para participar no Desafio em causa.
As minhas sinceras desculpas se por ventura feri a sensibilidade, a moral e os bons costumes de alguém.
Subscrevo-me com consideração e estima.
Susana disse…
Obrigada!! Gostei!! :)
Tive momentos em que me arrepiei!:) Tenho quase a certeza que gostou de entrar no desafio ;) eu gostei!

Em relação aos livros "Mistério da Estrada de Sintra" e ao "Equador" tenho os 2. Concordo! Gostei bastante de ler o "Equador"!!
O "Mistério da Estrada de Sintra" tenho de o ler um dia ;)!

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